Em que situações preciso levá-lo para o pronto-socorro?
Procure ajuda médica nos seguintes casos:- Se a criança desmaiar. Caso você ache que ela não está respirando, grite por ajuda e faça manobras de ressuscitação imediatamente. Se você estiver sozinha com a criança, primeiro faça a ressuscitação nela por dois minutos e só depois telefone pedindo ajuda.
- Se a criança estiver sangrando muito e o sangramento não parar quando você pressiona uma gaze ou um pano sobre o ferimento. Batidas na boca às vezes sangram muito, mas nem sempre são graves. Pressione um pano limpo e dê alguma coisa gelada para a criança chupar. O sangramento deve parar.
- Se a criança estiver respirando mas não reagir quando você fala com ela, ou se você não conseguir acordá-la (mesmo que seja horas depois da queda).
- Se houver sinais de fratura: braço ou perna desalinhados, um pulso meio torto, ou quando a criança reclama de dor quando apóia determinada parte do corpo.
- Se houver sinais de fratura no crânio: uma área "fofa" no osso, especialmente dos lados da cabeça (acima ou atrás da orelha); presença de sangue no branco dos olhos ou saída de sangue ou de um líquido cor-de-rosa pelo nariz ou pelas orelhas.
- Se houver sinais de concussão (quando o cérebro é afetado pelo traumatismo ou batida na cabeça), como: pupilas desiguais, jeito estranho de andar, fraqueza ou confusão mental, dificuldade de falar, enxergar ou se mexer normalmente, vômitos seguidos e sonolência maior que o normal.
- Se a criança não parar de gritar ou chorar depois de meia hora, por mais que você tente acalmá-la.
- Se a criança tiver um corte que pareça profundo, especialmente no rosto e em partes do corpo que se movimentam muito. Talvez seja preciso dar pontos. Na dúvida, não espere até o dia seguinte: os pontos funcionam melhor quando dados em até oito horas após o acidente.
O que acontece no hospital?
Se você achar que seu filho está com algum dos sinais acima, leve-o ao pronto-socorro mais próximo. Lá, a criança deverá ser avaliada inicialmente pelo pediatra e, se necessário, pelo neuropediatra ou pelo neurocirurgião.Dependendo da situação, um desses três especialistas poderá solicitar uma tomografia de crânio, para que descartar a possibilidade de uma hemorragia intracraniana (chamada de hematoma subdural ou extradural ) ou uma contusão cerebral.
O raio X simples de crânio não revela lesões internas, que só são visíveis na tomografia.
É verdade que não devo deixar a criança dormir depois da queda?
A vantagem de manter a criança acordada depois da queda é que fica mais fácil observar seu comportamento. Não é o fato de ela dormir que vai agravar a lesão, se houver uma. A questão é que um dos sintomas de que há problemas mais sérios em consequência de uma queda é justamente não conseguir acordar a criança. Daí a impressão de que o sono é o culpado.O que os médicos recomendam é procurar observar bem a criança. Caso o acidente tenha acontecido perto da hora de dormir, procure manter seu filho acordado por cerca de uma hora após a queda.
Depois disso, pode deixá-lo dormir, mas o acorde cerca de duas horas depois, só para ver se ele responde (ele obviamente vai estar sonolento, se for no meio da noite. Desde que reaja, não há problema), e mais uma vez até o amanhecer. Se você for ficar mais tranquila, durma com ele.
Após o estresse da queda e de toda a choradeira, é normal que as crianças fiquem exauridas e precisem de uma soneca. Por isso, caso o acidente tenha acontecido durante o dia, deixe seu filho descansar mais ou menos depois de uma hora da queda, e procure acordá-lo depois da duração costumeira da soneca diurna.
Se em qualquer momento você não conseguir acordar a criança, leve-a rápido ao pronto-socorro.
Como cuidar do "galo"?
É normal surgir um galo bem grande em batidas na cabeça. Tente não se assustar, pois o galo é mais feio do que grave. Compressa com gelo envolto em um pano ajuda o inchaço a diminuir, mas não é imprescindível -- às vezes a criança pode se assustar e gritar mais ainda, o que só vai piorar a situação de vocês dois.Se a criança parecer estar com dor, você pode perguntar ao pediatra sobre a possibilidade de dar algum analgésico, como o paracetamol, na dose indicada.
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